A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) tem recebido denúncias e realizado visitas técnicas para averiguar a situação grave do atendimento, especialmente o Ipsem Saúde.
A situação do atendimento do Ipsemg (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais) no interior do estado é crítica, caracterizada por sucateamento, falta de médicos e suspensão de serviços conveniados. Servidores públicos dependentes do Ipsem Saúde enfrentam longas filas de espera, por vezes superior a 12 meses, para consultas e cirurgias.
Principais Problemas no Interior e Capital:
- Falta de profissionais: O Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP), na capital, e as unidades regionais sofrem com a carência de pessoal, o que leva ao fechamento de leitos.
- Rede conveniada precária: Hospitais no interior suspendem atendimentos por falta de repasses financeiros do Ipsemg.
- Demora no atendimento: O sucateamento tem gerado filas de espera de até 12 meses para procedimentos cirúrgicos.
- Sucateamento estrutural: A instituição, que já teve cerca de 6 mil funcionários, opera com menos de 2.100 trabalhadores, comprometendo o serviço em todo o estado.
- Corte de exames: Relatos indicam falta de realização de exames, blocos cirúrgicos fechados e sobrecarga de hospitais, resultando em “fila de espera” também no interior.
Contexto e Reações:
- A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) tem recebido denúncias e realizado visitas técnicas para averiguar a situação grave do atendimento, especialmente o Ipsem Saúde.
- Projetos de lei propostos pelo governo Zema que visam aumentar a contribuição dos servidores sem garantir melhoria imediata nos serviços são alvo de críticas e polêmicas.
- A carência de servidores ocorre mesmo com a expectativa de nomeação de aprovados em concursos, devido à baixa atratividade salarial comparada ao mercado.